Tag: terapia canabinoide

Terapia canabinoide reduziria internações por doença falciforme

A dor é uma das queixas comuns entre aqueles diagnosticados com doença falciforme. Como, em muitos estados, de diferentes países, a dor é listada como uma das condições para a adoção de terapias canabinoides, pesquisadores vinculados à Universidade de Yale, em Connecticut e à Escola de Medicina Sackler, em Israel, decidiram ampliar as pesquisas em torno do assunto a fim de ajudar profissionais a qualificarem melhor seus pacientes quanto à adoção desse tipo de terapia.

O que é doença falciforme?

A doença falciforme é hereditária, provocada por uma modificação no DNA, que no lugar de produzir a hemoglobina (Hb) A dentro dos glóbulos vermelhos ou hemácias, produz a hemoglobina S (HbS). Segundo a American Society of Hematology, os principais sintomas da doença falciforme são a anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e muita dor nos punhos e tornozelos (frequente até os dois anos de idade) e crises de dores em músculos, ossos e articulações.

Leia também: Cannabis medicinal pode ajudar no tratamento de insônia?

Métodos e resultados

Voltando ao estudo, para iniciá-lo, os pesquisadores convidaram 50 pacientes que tinham sido qualificados para receber tratamentos à base de terapia canabinoides. Desses, 29 realmente foram liberados e certificados para usar produtos à base de canabinoides, e 22 deles, não.

Os dois conjuntos de pacientes foram agrupados como “obteve” e “não obteve”. Foi avaliado ainda um grupo de 25 pacientes que não havia requerido obter tratamento com terapia canabinoide e manteve somente o uso de opioides para controle da dor.

Para avaliar os resultados, todos os grupos foram acompanhados pelo período de seis meses. Os pesquisadores empregaram também um questionário que levantava gênero, idade, uso concomitante de opioides, uso ilícito de cannabis e outras informações.

Após todas as análises e ressalvas, o que observou-se foi que os pacientes que passaram a administrar produtos à base de canabinoides apresentaram uma redução na taxa de internações durante o tempo em que foram avaliados, quando comparado ao período prévio e ao grupo que não recebeu a terapia.

Mudança nas taxas de admissão de 6 meses a 6 meses após a certificação/obtenção de terapia canabinoide. Cada barra representa um paciente. A mudança positiva nas internações representa um aumento das internações em relação aos 6 meses anteriores; a mudança negativa representa uma diminuição; e 0 não representa nenhuma mudança.

Conclusões e achados

A conclusão foi de que a maioria dos pacientes que solicitou o uso de canabinoides na forma terapêutica já fazia uso ilícito de maconha. No entanto, isso ocorria, boa parte das vezes, por razão de barreiras que impediam esses pacientes de usar a terapia canabinoide ao invés de maconha ilícita.

Sendo assim, a hipótese adotada pelos pesquisadores é de que o uso de terapias canabinoides é mais apropriado por dois motivos possíveis:

1. Em primeiro lugar, produtos terapêuticos à base de cannabis são feitos com cânhamo de alta qualidade e se diferem da cannabis ilícita.

Leia também: RJ sai na frente e é o primeiro estado brasileiro com permissão de plantio de cannabis para pesquisa

2. Em segundo lugar, os pacientes eram mais propensos a usar produtos comestíveis em comparação com produtos inalados ao usar cannabis com fins terapêuticos. Os produtos inalados têm um início de efeito rápido, mas curto em comparação com os produtos comestíveis, onde os efeitos podem durar até 8 horas e podem melhorar o controle da dor.

Apesar do otimismo, os pesquisadores ressaltam a necessidade de ampliação dos estudos para se certificarem dos benefícios, sobretudo porque, em razão das diferentes leis, nem todos os pacientes fizeram uso dos mesmos tipos de produtos.

Mais detalhes desse estudo, você encontra aqui (em inglês).

Se você gostou desse artigo e quer ver outras notícias, continue a visita pelo nosso blog.

Idosos podem ser beneficiados pelo uso terapêutico de cannabis?

O uso terapêutico de cannabis tem sido fortemente associado ao bem-estar e qualidade de vida, inclusive em pessoas com mais de 60 anos.

A relação foi investigada por um grupo de pesquisadores afiliados à Universidade de Illinois e à Universidade de Iowa. Para isso, eles entrevistaram pessoas dessa faixa etária pelo período de um ano.

Métodos utilizados

O estudo publicado pelo periódico Clinical Gerontologist avaliou os dados transversais de pesquisas anônimas respondidas por 139 pessoas com mais de 60 anos de idade que fizeram uso de produtos à base de cannabis em 2019.

Para verificar os fatores de qualidade de vida relacionados à saúde, foram avaliados quesitos como utilização de serviços de saúde e sintomas ou eventos adversos relatados pelos pacientes.

Idosos relatam benefícios

Com base nas respostas dadas pelos idosos avaliados, os pesquisadores concluíram que o uso frequente (de quatro a sete vezes por semana) dos produtos à base de canabinoides foi associado a melhores índices de qualidade de vida relacionada à saúde e também a menor uso de serviços hospitalares. Também houve menores indicadores de episódios relacionados à dor.

Leia também: Cannabis medicinal pode ajudar no tratamento de insônia?

Medidas de precaução

Apesar dos resultados animadores, os estudiosos recomendam cautela no uso terapêutico de cannabis com pacientes mais velhos. O indicado é que eles tenham seu histórico de saúde investigado antes de receberem qualquer tipo de prescrição.Gostou desse artigo? Quer saber mais sobre o uso da terapia canabinoide? Continue a leitura em nosso blog.

Interação medicamentosa: conheça 57 medicamentos que podem reagir com CBD

Pesquisadores da Faculdade Estadual de Medicina da Pensilvânia (Penn State College of Medicine) publicaram uma lista com 57 drogas de uso comum que podem levar a interação medicamentosa quando combinadas com terapias canabinoides ou até mesmo com o uso adulto da cannabis.

O trabalho foi divulgado no periódico científico Medical Cannabis and Cannabinoids e tem o objetivo de auxiliar profissionais de saúde a fazerem prescrições mais seguras a quem recebe tratamento à base de óleos CBD e outras substâncias terapêuticas do tipo.

Leia também: Pacientes tratados com cannabis requisitam menos os serviços de saúde, relata estudo

Motivação para o estudo

De acordo com os autores do estudo, a crescente busca por terapias canabinoides e a variedade de produtos contendo diferentes concentrações de THC e CBD, principalmente em razão da falta de regulação, foram motivadores para levantar quais poderiam ser as interações com medicamentos prescritos.

Sendo assim, os estudiosos avaliaram canabinoides que pudessem interagir com outros medicamentos ou que pudessem competir pelo mesmo “alvo” dentro do organismo. Sendo assim, foram avaliados canabinoides que incluíam somente CBD, assim como outros que continham também THC.

Métodos e resultados

Para chegar aos resultados, os envolvidos no estudo examinaram uma lista de enzimas que processam THC e CBD. Depois, eles compararam os resultados encontrados com as informações de prescrições de outros medicamentos para verificar possíveis sobreposições e interações.

No total, foram levantados 57 medicamentos que podem levar a interações. Os nomes podem ser conferidos no próprio site da universidade. 

Principais reações

Entre os possíveis efeitos colaterais do uso dos medicamentos listados com canabinoides estão: tontura, confusão e sedação. No entanto, em alguns casos, pode haver alterações na pressão arterial e ritmo cardíaco.

Sendo assim, a recomendação dos pesquisadores é de que os profissionais de saúde incentivem seus pacientes a serem honestos com relação ao uso de canabinoides, ainda que recreativo.

Cannabis medicinal pode ajudar no tratamento de insônia?

Pensando em usar cannabis para dormir melhor? Veja aqui agumas informações que podem te ajudar a decidir

Em momentos de alta da ansiedade é comum que até mesmo aquelas pessoas que não enfrentam dificuldades para dormir demorem um pouco mais a cair no sono. Imagine então como a questão pode ser ainda mais alarmante para quem já sofre com insônia. Pensando nisso, reunimos aqui algumas informações que podem ajudar pessoas que têm insônia a levar para o consultório médico a conversa sobre a possibilidade do uso de terapia canabinoide para tratar o problema.

As informações foram retiradas do artigo do psicólogo clínico e membro da Academia Americana de Medicina do Sono, Michael J Breus, para o Psychology Today.

Como o uso da cannabis pode ajudar com insônia e outros distúrbios do sono

  • A cannabis possui propriedades relaxantes e sedativas, que ajudam o indivíduo a cair no sono mais facilmente;
  • A substância possui diferentes compostos naturais que afetam os ciclos do sono, entre eles estão os canabinoides e os terpenos;
  • Entre os canabinoides presentes na cannabis está o CBD (canabidiol), que é capaz de reduzir a ansiedade e aliviar a dor, questões que estão diretamente ligadas a distúrbios do sono;
  • O CBN (canabinol) é uma substância menos conhecida do que o CBD, mas também tem sido considerada em razão de seu potencial sedativo quando combinada com o THC;
  • O THC (tetrahidrocanabinol), além de apresentar propriedades que também são sedativas, tem potencial para melhorar a respiração durante o sono, o que pode favorecer especialmente aqueles que sofrem de distúrbios como apneia do sono;

Leia também: Cannabis é a responsável por alívio imediato de diversas doenças, diz pesquisa

Além dos canabinoides, os cientistas têm estudado também sobre os efeitos dos terpenos nos organismos. Os terpenos são as pequenas moléculas aromáticas que dão cheiro e sabor à cannabis e outras plantas. O que se sabe até agora é que eles também têm influência sobre a energia, humor, estado de sono e de alerta dos indivíduos.

Dito isso, é importante debater com o especialista que tipo de terapia canabinoide será proposta, de modo que se encontre um equilíbrio entre CBD, eventuais terpenos e doses não muito altas de THC.

Eventuais efeitos colaterais de doses mais altas de THC:

  • Sensação de estar grogue no dia seguinte ao uso;
  • Boca seca, euforia e aumento do apetite;
  • Depois do uso prolongado é possível o aparecimento de sintomas como mudanças de humor, ansiedade ou depressão e dificuldades para dormir.

Gostou desse artigo, continue a navegação pela nossa área de notícias.

Se tem alguma dúvida sobre o uso de terapias canabinoides ou suas substâncias, entre em contato com nossa equipe especializada: suporte@indeov.com.