Cannabis pode reduzir câncer de mama

Estamos no Outubro Rosa para conscientizar que o câncer de mama é o câncer que mais acomete e mata mulheres no Brasil. Mas há novas opções de tratamento. Entre eles, a Cannabis, que pode reduzir o câncer de mama.

Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) apontam que somente em 2020 foram registrados mais de 66 mil novos casos. A mortalidade média é de 25%.

Entretanto, por se tratar de uma doença muito agressiva, com alto potencial metastático, pesquisadores no Brasil e no mundo estão estudando formas de combater, reduzir e conter o câncer de mama de forma menos tóxica e agressiva.

Entre as alternativas estudadas está a Cannabis, que tem demonstrado ser uma alternativa na prevenção, no tratamento e até mesmo na remissão da doença.

Segundo pesquisadores, a dificuldade em encontrar novas formas de tratar o avanço da doença está, em parte, na falta de conhecimento sobre os mecanismos moleculares que regulam o desenvolvimento de cânceres agressivos.

Entretanto, é de amplo conhecimento que a Cannabis tem efeito sobre nosso sistema endocanabinoide e seus receptores, que estão espalhados por todo o corpo.

Por isso, o uso dos canabinoides apresenta efeito regulador sobre toda a estrutura humana, o que amplia sua aplicação para o tratamento de inúmeras doenças. E com o câncer de mama não é diferente.

Pesquisadores e cientistas têm feito estudos com diversos canabinoides para analisar a eficácia da Cannabis contra o carcinoma mamário. Porém, o destaque fica para o THC, CBD e opções sintéticas como o aminoalquilindol.

Contudo, apesar dos sintéticos possuirem uma estrutura química diferente dos canabinoides citados, eles apresentam propriedades canabiméticas.

Os resultados têm sido promissores.

Cannabis no controle da metástase do câncer de mama

Um dos principais problemas do câncer de mama é sua capacidade de se espalhar para outros órgãos, como os pulmões e o sistema linfático. Processo conhecido como metástase.

Além da Cannabis reduzir o câncer de mama, ela também pode evitar esse processo de proliferação das células doentes.

Estudo realizado com THC, publicado na revista científica Cancer Research, em 2006, aponta que o canabinoide diminuiu a proliferação em todas as células tumorais testadas. Principalmente no que diz respeito às células mais agressivas do câncer de mama humano.

Outro canabinoide apontado como inibidor do crescimento tumoral é o canabidiol, ou CBD.

Um estudo da The Ohio State University, de 2015, afirma que o canabidiol inibe a metástase de células de câncer de mama para o pulmão.

Testes feitos em camundongos apontaram que “após 3 semanas de tratamento, os grupos tratados com CBD mostraram uma redução significativa no número de nódulos metastáticos e menor peso total do pulmão.”

Além dos canabinoides mais estudados, como o THC e o CBD, o canabinóide sintético aminoalquilindol também mostrou resultados positivos na inibição do crescimento de certas linhagens do câncer de mama humano, além de oferecer efeitos antiproliferativos em testes em laboratório.

Em 2019, pesquisadores israelenses publicaram no portal científico NCBI (National Center for Biotechnology Information) um artigo que afirma que os extratos de Cannabis não apenas promovem a morte de células cancerosas in vitro, como também inibem a proliferação celular.

No estudo foram analisados os efeitos do THC e do CBD sobre o crescimento das células doentes, porém, os pesquisadores afirmam que outros extratos da planta podem potencializar os efeitos antitumorais da Cannabis.

Efeito entourage sobre o câncer de mama

Não foram apenas pesquisadores israelenses que identificaram o potencial de outros extratos da Cannabis no combate, tratamento e até remissão do câncer de mama.

O efeito entourage é aquele apresentado diante da sinergia entre todos os canabinoides contidos na Cannabis.

Pesquisadores norte-americanos e europeus também chamaram a atenção para o potencial da sinergia canábica.

Na publicação, os profissionais afirmam: “Nossos resultados sugerem que as preparações de extratos  de cannabis padronizados, em vez de canabinoides isolados, podem ser consideradas como parte do arsenal terapêutico para controlar o câncer de mama.”

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