Interação medicamentosa: conheça 57 medicamentos que podem reagir com CBD

Pesquisadores da Faculdade Estadual de Medicina da Pensilvânia (Penn State College of Medicine) publicaram uma lista com 57 drogas de uso comum que podem levar a interação medicamentosa quando combinadas com terapias canabinoides ou até mesmo com o uso adulto da cannabis.

O trabalho foi divulgado no periódico científico Medical Cannabis and Cannabinoids e tem o objetivo de auxiliar profissionais de saúde a fazerem prescrições mais seguras a quem recebe tratamento à base de óleos CBD e outras substâncias terapêuticas do tipo.

Leia também: Pacientes tratados com cannabis requisitam menos os serviços de saúde, relata estudo

Motivação para o estudo

De acordo com os autores do estudo, a crescente busca por terapias canabinoides e a variedade de produtos contendo diferentes concentrações de THC e CBD, principalmente em razão da falta de regulação, foram motivadores para levantar quais poderiam ser as interações com medicamentos prescritos.

Sendo assim, os estudiosos avaliaram canabinoides que pudessem interagir com outros medicamentos ou que pudessem competir pelo mesmo “alvo” dentro do organismo. Sendo assim, foram avaliados canabinoides que incluíam somente CBD, assim como outros que continham também THC.

Métodos e resultados

Para chegar aos resultados, os envolvidos no estudo examinaram uma lista de enzimas que processam THC e CBD. Depois, eles compararam os resultados encontrados com as informações de prescrições de outros medicamentos para verificar possíveis sobreposições e interações.

No total, foram levantados 57 medicamentos que podem levar a interações. Os nomes podem ser conferidos no próprio site da universidade. 

Principais reações

Entre os possíveis efeitos colaterais do uso dos medicamentos listados com canabinoides estão: tontura, confusão e sedação. No entanto, em alguns casos, pode haver alterações na pressão arterial e ritmo cardíaco.

Sendo assim, a recomendação dos pesquisadores é de que os profissionais de saúde incentivem seus pacientes a serem honestos com relação ao uso de canabinoides, ainda que recreativo.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: