Laboratório israelense pesquisa uso de canabinoides para conter avanço da doença de Alzheimer

Terapia já é utilizada para levar mais qualidade de vida a esses pacientes. Agora, objetivo é verificar se o uso de canabinoides é capaz de evitar progressão da doença e outras demências

Não é de hoje que o pesquisador David (Dedi) Meiri estuda o potencial dos canabinoides em seu laboratório no Technion – Israel Institute of Technology. A novidade é que o centro de pesquisa aguarda agora autorização para iniciar um novo tipo de teste: o que avalia como se comportam, em humanos, dosagens específicas de CBD e THC com o objetivo de não apenas amenizar os sintomas do Alzheimer, mas de tratá-los.

Experimentos já foram testados em camundongos

A base do estudo foi esclarecida durante um webinar em que Meiri falou sobre a pesquisa ao professor da King’s College London, Dr. Leon Barron. Como o Alzheimer é uma doença que vem atingindo cada vez mais a população e intriga diferentes pesquisadores em busca de respostas para as razões de seu desenvolvimento e também de sua cura, Meiri espera entender se a cannabis é capaz de lutar contra a demência e melhorar a memória daqueles que sofrem com a doença.
Para isso, nos últimos três anos, o laboratório vem realizando testes em camundongos. A motivação veio do fato de já existirem estudos que mostram que o sistema endocanabinoide está envolvido no processo de progressão do Alzheimer. Então, reduzindo a anandamida, androstanodiol e outros endocanabinoides espera-se alcançar esses objetivos.

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Com isso em mente, os cientistas observaram como o uso medicinal da cannabis vem reduzindo as placas amiloides (formadas por depósitos de fragmentos de proteínas beta-amiloides, que são tóxicas para os neurônios e suas sinapses) no cérebro. Para isso, desenvolveram moléculas específicas de cannabis, que além de melhorarem o comportamento do doente, também podem ter esse tipo de atuação.

A próxima etapa é obter a autorização para que o ensaio seja levado a um grupo de 80 pacientes que sofrem da forma grave de Alzheimer. O objetivo é que os pacientes recebam doses muito baixas de THC ou nenhuma dose do composto, a fim de que não estejam sedados, mas sim em tratamento.

Durante a conversa com Barron, Meiri frisou que está ciente de que há uma grande diferença entre o cérebro de camundongos e humanos e que, por esse motivo, obter autorização para o estudo clínico é absolutamente importante.

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Canabinoides para além do CBD e do THC

Meiri acredita que as respostas positivas obtidas a partir das terapias canabinoides vão além dos compostos CBD e THC. Ele destaca as inúmeras propriedades da planta e acredita que muitos de seus benefícios estão em seus flavonoides ou terpenoides, principalmente quando se fala na variedade de doenças em que a cannabis pode atuar gerando boas respostas.

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